Transparência Algorítmica: Automatização da Divulgação da Pobreza Energética (ou IRER)

Transparência Algorítmica: Automatização da Divulgação da Pobreza Energética (ou IRER)

Visão geral 

É um serviço cloud que automatiza o relato social de vulnerabilidade energética, tanto o processo de gestão como a preparação do relatório.

caso de uso 

Relatórios sociais de vulnerabilidade energética, também conhecidos como relatórios sobre pobreza energética, são elaborados mensalmente pelas Áreas Básicas de Assistência Social (ABSS) em atendimento ao Lei 24/2015, sobre medidas urgentes para fazer face à emergência no domínio da habitação e da pobreza energética. O objectivo é comprovar a vulnerabilidade económica de pessoas ou agregados familiares em risco de exclusão residencial face a possíveis cortes no fornecimento de electricidade, gás e água potável por falta de pagamento.

Estes relatórios são gerados a pedido das empresas fornecedoras (mais de 50 empresas diferentes), seguindo o princípio da precaução estabelecido por lei.

Atualmente, o processo de verificação de dados é manual e carece de padronização. Diante desta situação e tendo em conta que muitos dos dados necessários para a elaboração dos relatórios podem ser consultados através dos serviços de interoperabilidade da Via Oberta, a AOC desenvolveu uma solução em nuvem para automatizar este processo, melhorando a interoperabilidade entre empresas, municípios e outras administrações para verificar os dados. A solução é uma sistema de automação de processos complexos, que utiliza tecnologias de automação de processos robóticos (RPA) e modelagem de processos de negócios (BPM). Além disso, ele é baseado em um serviço de nuvem fornecido por uma empresa privada, não requer instalação, mas se integra a muitos outros sistemas de informação da AOC, como serviços de interoperabilidade. Caminho Aberto e o sistema de informação de serviços sociais Ele era.

Nível de risco do sistema de IA (de acordo com os critérios do Regulamento Europeu de Inteligência Artificial (RIA))

Embora este sistema não seja um sistema de IA — já que é um RPA baseado em regras predefinidas e decisões totalmente determinísticas, sem modelos de aprendizado de máquina ou inferência estatística — seu uso implica um potencial impacto direto sobre as pessoas.

Por essa razão, embora a RIA não seja formalmente aplicada, considera-se que o sistema possui uma alto nível de risco em termos de impacto social, desde:

  • automatiza uma decisão administrativa que pode ter efeitos legais importante (por exemplo, evitar uma queda de energia),
  • processa dados pessoais vulnerável,
  • e faz parte de um procedimento que exige a garantia e supervisão máximas.

Assim, embora o sistema esteja fora do âmbito da RIA, foi escolhido para aplicar padrões reforçados de transparência, supervisão e avaliação de riscos, comparáveis ​​aos que seriam exigidos em sistemas de alto impacto.

Status

piloto O serviço está em testes em 20 municípios. Municípios piloto:

  • El Prat de Llobregat (65.030 habitantes), Amposta (21.807 habitantes), Granollers (61.983 habitantes), Sant Boi de Llobregat (83.371 habitantes), Palau Solità i Plegamans (14.911 habitantes), Salou (30.087 habitantes), Reus (108.535 habitantes), Manlleu (21.182 habitantes), Esparreguera (22.392 habitantes), Esplugues de Llobregat (46.968 habitantes), Badalona (226.219 habitantes), Canovelles (17.264 habitantes), Cardedeu (19.091 habitantes), La Llagosta (13.070 habitantes), La Roca del Vallès (10.956 habitantes), Montornès del Vallès (817.039 habitantes), Olesa de Montserrat (24.703 habitantes), Sant Joan de Vilatorrada (10.972 habitantes), Vila-seca (24.061 habitantes) e Vilanova i la Geltrú (70.293 habitantes)

O primeiro piloto lançado foi o de Prat de Llobregat, em abril de 2023.

Principais benefícios do serviço

 Benefícios para os cidadãos:

  • Melhor atendimento e agilidade no atendimento: A automatização e padronização do processo permite uma resposta mais rápida e precisa aos casos de vulnerabilidade energética, melhorando a qualidade dos serviços sociais e a atenção às pessoas em situação de risco.
  • Garantir o acesso a suprimentos básicos: Através deste sistema, a determinação da situação de vulnerabilidade é agilizada, garantindo que as pessoas e unidades familiares em risco recebam os cuidados e os suprimentos básicos de que necessitam.
  • Redução de burocracia e melhoria da experiência do usuário: O processo automatizado evita procedimentos desnecessários e simplifica a interação com a Administração, desburocratizando e melhorando a experiência dos cidadãos em situação de vulnerabilidade.

Benefícios para a administração:

  • Economizando tempo e recursos: Redução significativa do tempo e das tarefas administrativas necessárias à geração dos relatórios de pobreza energética, permitindo uma melhor gestão dos recursos humanos e económicos da Administração e optimizando o seu desempenho.
  • Padronização e melhoria na gestão de dados: Através da integração de múltiplas fontes de dados e da sua automatização, consegue-se uma visão mais precisa e padronizada da situação de vulnerabilidade energética, melhorando a tomada de decisões e facilitando a comunicação entre empresas, municípios e outras administrações.
  • Apoio a municípios com recursos limitados: O serviço em nuvem oferece a possibilidade de acesso a tecnologia avançada sem a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura ou recursos internos.

Informações de contato 

Órgão responsável
Administração Aberta da Catalunha 

Contate a equipe para dúvidas
Subdireção de Estratégia e Inovação

E-mail da equipe
innovacio@aoc.cat  

Fornecedor externo
Consultores de BPM

E-mail do fornecedor
jordiburgas@consultorsbpm.com

Informações mais detalhadas sobre o serviço 

Familiarize-se com as informações usadas pelo sistema RPA, sua lógica operacional e sua governança. 

Conjuntos de dados 

Dados de entrada 

Duas fontes principais de dados de entrada são usadas:

1) Dados dos arquivos estruturados .xls enviados pelas empresas fornecedoras de energia

  • DIAS
  • Código INE do município
  • Endereço postal do proprietário

2) Dados que alimentam o algoritmo de cálculo do coeficiente do relatório de pobreza energética

A. Dados de Caminho Aberto

Caminho Aberto é um serviço de interoperabilidade oferecido pelo AOC para facilitar o intercâmbio eletrónico de dados e documentos entre administrações e entidades públicas no âmbito de um procedimento administrativo e com o objetivo de tornar efetivo o direito dos cidadãos de não contribuírem com documentos que já se encontrem na sua posse das administrações públicas.

Através dos serviços da Via Oberta podem ser consultados os dados necessários para realizar o cálculo automatizado do coeficiente que determinará se a pessoa ou unidade familiar se encontra em situação de vulnerabilidade.

Especificamente, são consultados os seguintes dados:

  • Cadastre dados. Esta consulta permite:
    • Verifique se o titular do contrato de fornecimento está registado na morada que consta do ficheiro que os comercializadores de energia enviam aos diferentes ABSS onde estão registados os contratos afetados. Método de consulta: Dados cadastrais de um titular.
    • Obtenha o número total de conviventes com mais de 16 anos e seus dados. Método de consulta: Dados de convivência de um titular.

Abaixo estão 4 serviços da Via Oberta que retornam resultados econômicos que se somam.

  • Dados de renda. Modo de consulta: C4 – Rendimentos de prestações sociais do AEAT, caso a pessoa tenha apresentado a declaração de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares; Certidão de imputação, quando o contribuinte não estiver obrigado a apresentá-la.
  • Pensões públicas isentas de AEAT. Esta consulta retorna a quantidade de registros existentes e o valor total (campo: remuneração) que é adicionado ao valor geral.
  • Benefícios de desemprego SEPE. A partir desta consulta obtém-se o valor obtido por certificado de período (campo: valor bruto) e somado ao valor geral.
  • Benefícios sociais públicos do INSS. Tipo: pensões atuais. A quantidade de pagamentos e o valor bruto mensal são obtidos nesta consulta.

2 Também são consultados serviços da Via Oberta que não devolvem valores, mas afetarão o limite de referência:

  • Incapacidade do SISPAP. Modo de consulta: Dados básicos. A informação sobre a existência ou não de reconhecimento de deficiência é extraída desta consulta.
  • Departamento do IMERSO. Método de consulta: Nível e grau de dependência. Dessa consulta é extraído se a pessoa possui grau III – nível 1 ou 2 (alta dependência).

Todas estas consultas são repetidas para cada membro da unidade de convivência com mais de 16 anos. Somados esses valores, obtém-se a renda da unidade de convivência. Estes rendimentos deverão ser comparados com as tabelas de referência, tendo em consideração o que especificam os regulamentos para definir se se encontram em situação de vulnerabilidade energética.

B. Dados Hestia ou sistema de informação social próprio

Ele era é um sistema de informação de serviços sociais utilizado por mais de 800 municípios (91 utilizadores do ABSS segundo dados de 2023). Permite ter os ficheiros dos serviços sociais dos cidadãos em formato electrónico.

Os seguintes dados podem ser obtidos através da consulta do processo social do titular:

  • Dependência energética. (artigo 5.13 da Lei 24/20115)
  • Risco iminente de perder a casa
Dados de saída

Dados e documentos gerados pelo serviço:

  • Relatórios de vulnerabilidade
  • Evidência do processo

❗Considerações sobre o processamento de dados de entrada e preservação de relatórios e evidências de vulnerabilidade:

  • Os dados geridos durante o processo de geração do relatório sobre pobreza energética são propriedade dos conselhos que participam no piloto. Os conselhos piloto assinam um despacho de tratamento de dados pessoais com a empresa adjudicatária do contrato de prestação de serviços para implementação da solução (ConsultorsBPM). O AOC não acessa nenhum dado pessoal no processo de automatização do relatório.
  • O processamento de dados de entrada envolve:
    • Gerente de Processamento (município piloto)
    • Gerente de Processamento (ConsultorsBPM)
  • Os relatórios de vulnerabilidade são salvos em uma instância Microsoft Sharepoint do ConsultorsBPM à qual pessoas autorizadas nos municípios piloto têm acesso com nome de usuário e senha.
  • As evidências e arquivos relacionados são mantidos por um mês. Os relatórios de vulnerabilidade positivos são válidos por um ano e atualmente estão todos retidos.

Processamento de dados 

A lógica operacional do processamento automático de dados e o raciocínio realizado pelo sistema baseia-se no seguinte modelo e metodologia: 

Passo a passo do processo
O sistema de IA permite que a plataforma BPM AgilePoint carregue os arquivos .xls que os fornecedores de energia enviam para os diferentes ABSS onde são registrados os contratos afetados. A tela inicial inclui a funcionalidade de solicitar a senha dos arquivos já que algumas empresas os protegem.
Depois de carregado o arquivo, o primeiro passo é realizar uma série de verificações como se a empresa fornecida está correta, se o arquivo é protegido e fornecido por senha ou não, etc.
O sistema então processa os dados e inicia o processo para cada um dos registros. Em primeiro lugar, verifica se os titulares estão registados no município e verifica se possuem ficheiro registado no Hestia, o que autoriza a posterior consulta dos dados.
A partir daqui, o sistema calcula paralelamente os coeficientes do titular e das partes, efetuando as correspondentes chamadas para a Via Oberta. Uma vez concluídas todas as chamadas de consulta do documento, o sistema calcula o coeficiente, gera automaticamente o modelo de relatório de vulnerabilidade e o sinal.

A última etapa é a comunicação às empresas fornecedoras (esta última etapa ainda não está automatizada, está em redefinição e em fase de desenvolvimento).

  • Diagrama de fluxo do processo:

Arquitetura de serviço

A solução é executada em uma plataforma de nuvem fornecida pela empresa privada ComsultorsBPM. A plataforma é a AgilePoint e é onde os processos de RPA são executados. Trata-se de um ambiente de execução multiusuário, multiplataforma e multidispositivo, permitindo acesso controlado aos dados.

Os relatórios gerados são armazenados em um repositório do Microsoft Sharepoint hospedado em servidores do Microsoft Azure, dentro da Comunidade Europeia.

As integrações com a Via Oberta são realizadas através de web services. As consultas na Via Oberta são realizadas com o selo eletrônico CDA (certificado do dispositivo aplicativo) da prefeitura, que o entrega à empresa ConsultorsBPM.

A empresa ConsultorsBPM realiza ligações para a Via Oberta a partir de um IP público centralizado.

  • Diagrama tecnológico:

Desempenho do sistema 

Atualmente é alcançada uma taxa de sucesso de 90%. Com mudanças legais e organizacionais, esse número poderá chegar a quase 100%.

Supervisão humana 

O sistema atua diretamente, mas requer a supervisão de uma pessoa que valida os resultados antes de enviá-los às empresas fornecedoras. A supervisão humana é essencial para garantir a precisão e a consistência dos relatórios gerados e evitar possíveis erros em casos específicos que possam escapar à lógica do sistema.

Conformidade regulatória do sistema

El Responsável pelo Tratamento (município piloto), oResponsável pelo Tratamento (ConsultorsBPM) e todo o seu pessoal estão sujeitos à regulamentação de proteção de dados, nomeadamente à Lei Orgânica 3/2018, de 5 de dezembro, sobre a proteção de dados pessoais e garantia dos direitos digitais (doravante LOPDGDD) e ao Regulamento (UE) 2016/679 de do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de abril de 2016, relativa à proteção das pessoas singulares e à livre circulação desses dados e que revoga a Diretiva 95/46/CE (Regulamento geral de proteção de dados, publicado no Diário Oficial do União Europeia -DOUE de 4-05-2016-, doravante RGPD).

Relativamente ao RGPD destacamos a aplicação dos seguintes princípios:

  • Princípio de minimização de dados: apenas são recolhidos os dados necessários para cumprir a finalidade do serviço (gerar o relatório de pobreza energética que é regulamentado pelo Lei 24/2015)
  • Princípio da limitação da finalidade do RGPD: os dados recolhidos são utilizados apenas para a finalidade comunicada ao interessado.

Quanto ao consentimento do interessado na emissão do relatório de pobreza energética: De acordo com o Estatuto de Autonomia e a Lei Catalã de Serviços Sociais 12/2007, que determinam que toda pessoa tem o direito de decidir se deseja ou não receber um benefício social, é necessário que o interessado dê consentimento para o preenchimento deste relatório.

Os sistemas de informação associados a este serviço também cumprem a regulamentação em vigor.

  • Quanto à interoperabilidade (consultas na Via Oberta):

É um Ação Administrativa Automatizada (AAA)? Se.

Neste, o Conselho piloto está sujeito à obrigação legal de publicar no e-sede a AAA vinculada ao serviço, acompanhada de ficha técnica (Ver artigo 11, alínea i, do Decreto Real 203/2021, que aprova o Regulamento de atuação e funcionamento do setor público por meios eletrónicos; que dá execução à Lei n.º 40/2015, relativa ao Regime Jurídico do Setor Público)

Gerenciamento de riscos 

Conhecer os riscos mais prováveis ​​em relação aos princípios e direitos fundamentais que necessitam de ser protegidos, e as medidas aplicadas em cada caso para garantir o cumprimento desses direitos e mitigar os riscos.

A. Igualdade e não discriminação
  • Riscos identificados: possíveis vieses derivados dos dados administrativos consultados ou das regras definidas no processo; aplicação inconsistente em casos específicos; impacto desigual sobre pessoas ou unidades familiares em situação de vulnerabilidade.
  • Medidas aplicadas
    • O sistema é determinístico e segue regras predefinidas, o que evita vieses derivados de processos de treinamento ou aprendizado de máquina.
    • As regras e os critérios de cálculo foram definidos de acordo com a legislação vigente (Lei 24/2015) e são revistos em conjunto com os municípios-piloto para garantir uma aplicação justa e consistente.
    • Os dados utilizados provêm de fontes oficiais e verificadas (Via Oberta, registo, rendimentos, prestações, etc.), minimizando o risco de erros ou tratamento desigual.
    • Para promover o Na inclusão digital, foi dada especial atenção à experiência do usuário, para que o processo seja simples, guiado e fácil de usar para as equipes de serviços sociais dos municípios.
    • La supervisão humana obrigatória Antes de enviar os relatórios, garante-se a detecção de erros específicos e correções em casos sensíveis ou situações não previstas pela lógica do sistema.
B. Proteção de dados e privacidade
  • Riscos identificados: possível uso indevido de dados pessoais por terceiros, acesso não autorizado ou impacto na privacidade de pessoas em situação de vulnerabilidade.
  • Medidas aplicadas
    • Como o sistema processa dados de pessoas vulneráveis, pode gerar decisões automatizadas com efeitos significativos e utiliza tecnologia de automação avançada, cada município piloto deve realizar um Avaliação de impacto sobre a proteção de dados (AIPD) antes de colocá-lo em funcionamento.
    • A empresa prestadora de serviços atua como controladora de dados. e assinou a respectiva ordem de tratamento.
    • Todos os dados são processados ​​e armazenados. dentro da União Europeia, em conformidade com os requisitos do RGPD.
    • O Controlador de Dados (cada município piloto) garante o exercício dos direitos ARCO. (Acesso, Retificação, Cancelamento e Oposição)) das pessoas afetadas.
    • No modelo de assistência social, é necessário obter o consentimento da parte interessada para a emissão do relatório, em conformidade com a Lei 12/2007 e a Lei 24/2015.
    • O consentimento e os cookies associados aos sistemas de informação envolvidos no serviço são gerenciados adequadamente.
C. Segurança e robustez
  • Riscos identificados: indisponibilidade do serviço, acesso não autorizado, vazamento de dados, erros na geração de relatórios ou inconsistências nos resultados.
  • Medidas aplicadas
    • Antes da implantação, é necessário realizar um análise de segurança de serviço Identificar os principais riscos e categorizar o sistema de acordo com o criticidade dos dados tratado. Esta análise garante a adequação aos requisitos doPlano Nacional de Segurança (ENS) para o nível de segurança correspondente.
    • O contrato com o fornecedor estabelece Acordos de Nível de Serviço (ANS) que definem os parâmetros mínimos de disponibilidade, desempenho e tempo de resposta. Esses SLAs são revisados ​​periodicamente para garantir a conformidade.
    • O acesso aos dados e aos relatórios gerados é restrito a pessoas autorizadas dos municípios-piloto, mediante o uso de credenciais de usuário.
    • Relatórios e evidências são armazenados em um ambiente de nuvem seguro (Microsoft SharePoint, hospedado na UE), com mecanismos de acesso controlado.
    • As chamadas para os serviços de interoperabilidade da Via Oberta são feitas com o certificado de dispositivo de aplicação (ADC) provenientes da câmara municipal e de um IP público centralizado, reforçando a rastreabilidade e a segurança.
D. Transparência e explicabilidade
  • Riscos identificados: falta de transparência, desconfiança, desinformação.
  • Medidas aplicadas
    • Para reduzir os riscos de falta de transparência e garantir a compreensão de como o serviço funciona, esta informação foi publicada. folha de transparência algorítmica No site da AOC. O documento explica claramente os dados utilizados, as regras aplicadas, o processo automatizado e o papel da supervisão humana.
    • Embora o sistema seja determinístico, pois funciona com regras predefinidas e não incorpora processos de inferência ou aprendizado de máquina, esta ficha técnica foi elaborada devido à natureza sensível do caso de uso e seu impacto direto sobre as pessoas. Essa decisão segue os critérios aplicados a outros sistemas de automação complexos, onde se considera relevante garantir a máxima transparência, compreensão e confiança na ação algorítmica, baseada ou não em IA.
E. Conservação de contas e auditabilidade
  • Riscos identificados: insegurança jurídica, falta de qualidade do sistema
  • Medidas aplicadas
    • Para garantir a retenção de contas e a qualidade do serviço, foram estabelecidos diversos mecanismos:
      • Supervisão humana obrigatória: Antes de enviar o relatório de vulnerabilidade às empresas fornecedoras, um profissional de serviços sociais revisa e valida o resultado gerado pelo sistema. Essa supervisão garante a consistência e evita erros que poderiam ter consequências legais ou sociais.
      • Elogio normatiu: Tanto a câmara municipal piloto (responsável pelo tratamento de dados) como a ConsultorsBPM (responsável pelo tratamento de dados) e os seus funcionários cumprem a legislação em vigor em matéria de proteção de dados (RGPD e LOPDGDD), bem como as normas de interoperabilidade e de procedimentos administrativos (Lei 39/2015, Lei 26/2010 e legislação aplicável à Via Oberta).
      • Obrigação de publicação como Ação Administrativa Automatizada (AAA): Os municípios-piloto devem publicar o AAA (Acordo de Autorização de Acesso) associado ao serviço na sede eletrônica, juntamente com a respectiva ficha técnica, em conformidade com o Real Decreto 203/2021. Este requisito reforça a transparência e a rastreabilidade do procedimento automatizado.
      • Análise de riscos e melhoria contínua: Está previsto que os municípios-piloto realizem uma Avaliação de Impacto sobre a Proteção de Dados (AIPD), dada a sensibilidade do caso de uso. Além disso, a qualidade do sistema é avaliada com base em seu desempenho (atualmente com uma taxa de sucesso de 90%) e ajustes legais e organizacionais estão previstos para aumentar ainda mais essa precisão.
    • Este conjunto de medidas facilita a auditoria do funcionamento do sistema e garante um sólido quadro de responsabilidade, qualidade e segurança jurídica na utilização do serviço automatizado.

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