A revista da Escola Superior de Arquitetos Técnicos de Barcelona destaca o papel da AOC na promoção da transformação digital.

Facebook Facebook Facebook Facebook Compartilhar

No artigo “Redução da burocracia e digitalização: uma visão para o futuro da construção." publicou um as Notícias, a revista do Cateb (Escola Superior de Arquitetos Técnicos de Barcelona) e assinado por Raúl Heras, arquiteto técnicoO autor analisa os principais entraves administrativos que afetam o setor da construção.

O artigo reflete sobre busca pela excelência como uma força motriz pessoal e profissional, mas também como um conceito frequentemente vazio quando contrastado com o realidade burocrática e fragmentada da Administração Catalã, especialmente no setor da construção civil. O distanciamento entre o discurso político e o funcionamento efetivo dos serviços públicos gera frustração, ineficiência e perda da confiança dos cidadãos.

Neste contexto, a relevância de papel do Consórcio de Administração Aberta da Catalunha (AOC)Como explica o seu diretor-geral, Miquel EstapeA missão da AOC é garantir que Interagir com a administração é tão fácil em uma cidade pequena quanto em uma cidade grande., eliminando as desigualdades territoriais. Para alcançar esse objetivo, a AOC promoveu serviços essenciais como: EACAT, idCAT, a fatura eletrônica, Via Oberta ou a assinatura eletrônica, que foram geradas economia de mais de 700 milhões de euros por ano em termos de tempo e recursos ao longo da última década.

No entanto, Estapé é muito claro em seu diagnóstico: A digitalização avançou mais rápido do que a simplificação administrativa.Em uma entrevista citada no artigo, ele alerta que “Digitalizamos muitos processos antigos sem os rever.”O que resultou em arquivos eletrônicos que nem sempre são mais ágeis ou eficientes. Isso explica por que o princípio do "preenchimento único" continua sendo violado, obrigando cidadãos e técnicos a fornecerem repetidamente dados que a administração já possui.

Estapé também se concentra em outro déficit importante: o Falta de dados abertos, comparáveis ​​e compartilhados sobre os tempos reais de processamento.Sem essas informações, é difícil identificar boas práticas e estendê-las a nível nacional. Embora alguns municípios tenham conseguido reduzir os prazos graças a uma boa organização e equipes engajadas, essas experiências não podem ser replicadas sem um estrutura comum e interoperável.

O artigo enfatiza que a AOC já fornece as ferramentas e a infraestrutura digital., mas que, como insiste Estapé, O verdadeiro desafio não é tecnológico, mas estratégico e organizacional.Em suas palavras: “Não basta acumular ferramentas digitais; precisamos redefinir processos e pensar em termos de país.”Isso envolve repensar os fluxos de trabalho, padronizar os critérios e implementar o simplificação administrativa como eixo central da ação pública.

Este debate é especialmente crucial para o setor da construção, onde a fragmentação municipal, a falta de padronização e a baixa qualidade dos dados geram incerteza jurídica e multiplicam esforços desnecessários. O artigo defende a transição para uma ecossistema de dados urbanos e de construção interoperáveis, que permite a utilização de tecnologias como IA, assistentes guiados ou gêmeos digitais, com benefícios específicos em custos, eficiência energética e qualidade de serviço.

Para concluir, A transformação digital da Administração Catalã deve ser uma reforma estrutural orientada para o serviço público.Não se trata de uma simples implantação de ferramentas. O objetivo final é claro e socialmente relevante: Economize tempo, reduza custos, garanta segurança jurídica, melhore o acesso à moradia e gere confiança por meio de dados abertos que realmente servem aos cidadãos..

Publicado em