No dia 16 de dezembro, o Auditório Neàpolis de Vilanova i la Geltrú acolheu a conferência “GovTech no território: inovação local a serviço dos cidadãosO evento, organizado pela Aliança Digital da Catalunha (DCA), foi um ponto de encontro fundamental para discutir como a tecnologia pode transformar os serviços públicos a partir da proximidade com as câmaras municipais.
O diretor da AOC, Miquel Estape, participou na mesa redonda sobre o futuro dos serviços digitais e o papel das tecnologias avançadas, partilhando o debate com especialistas como Andreu Francisco (Localret), Josep Miquel Salgado (Conselho Provincial de Barcelona), Ester Manzano (Generalitat de Catalunya) e Rosa Paradell (i2CAT).
A digitalização não é o mesmo que transformação.
Embora a Catalunha seja uma referência em administração digital — com a maioria das entidades locais utilizando serviços compartilhados —, Estapé emitiu um alerta claro: Ainda há pouca transformação real.Muitos processos continuam ineficientes e o modelo atual não é muito sustentável.
O futuro exige um governo digital cooperativo que se concentra na interoperabilidade e na automação para liberar recursos humanos que possam se dedicar ao atendimento ao cidadão.
Três alavancas para a mudança
A AOC, que já gere mais de 3 milhões de procedimentos diários para 2.250 entidades públicas, propõe três áreas de atuação:
- Plataformas mais comuns e compartilhadas: Consolidar serviços comuns de dados e IA. A automação e os chatbots devem ser acompanhados por transparència algorítmico Gerar confiança.
- Identidade digital avançada: Adaptação ao novo regulamento eIDAS2 oferecer um menueres Sistemas digitais inclusivos e seguros, seguindo padrões como o modelo ucraniano.
- Colaboração em rede: Criar um ecossistema onde os governos locais partilhem soluções e evitem a duplicação de esforços.
Roteiro de inovação: ouvir, projetar e mensurar.
Para 2026, a prioridade absoluta deve ser colocar o cidadão no centro. A AOC aplica um método baseado emempatia e design centrado no usuárioOuvir as necessidades reais, cocriar serviços com os beneficiários e medir os resultados com indicadores de satisfação e eficiência.
A tecnologia já existe; o desafio agora é... governança e colaboração interinstitucionalPara superar obstáculoseres Devido a questões legais e à falta de profissionais qualificados, é necessária uma estratégia digital compartilhada.