O presidente da Conselho de Transparência e Bom Governo, Esther Arizmendi, destacou, em um entrevista publicada no jornal El Pais , os obstáculos importantes ao desempenho de suas funções.
Arizmendi lamenta tanto a falta de recursos quanto a falta de apoio e interesse do governo estadual. Ele atribui a falta de divulgação ao impacto limitado que a implementação das medidas teve. transparència tem tido até agora na cidadania.
Acresce ainda o facto de o pedido de acesso à informação ser dissuasivo por requerer um certificado digital ou um complicado sistema de chaves que obriga a um registo prévio com dados pessoais (incluindo o número de conta) e, sobretudo, a inexistência de sanção sistema que reforça a atuação do Conselho no que diz respeito ao cumprimento da lei.
Esta situação contrasta fortemente com as medidas tomadas na Catalunha onde, segundo o entrevistado, a legislação é muito mais aberta e avançada.
Nesse sentido, cabe destacar que o Provedor de Justiça da Catalunha, o Tribunal de Contas da Catalunha, o Gabinete Antifraude da Catalunha e a Comissão para a Garantia do Direito de Acesso à Informação Pública são os órgãos que asseguram o cumprimento das obrigações e direitos estabelecidos na Lei 19/2014, de 29 de dezembro. transparència, o acesso à informação pública e a boa governação, que, ao contrário do que acontece a nível estatal, possui um regime de sanções no seu Capítulo II.